Na calada
da noite
Quando o
mundo dorme
E as
estrelas brilham
O medo feio
e velho
E o eco de
um coração partido
Me rouba o
sono
Me tira o
chão
Me apaga a
luz
Me deixa no
escuro do meu próprio ser
E a dor que
eu sinto
E a dor que
eu escondo
Explode no
peito
Rasga a
alma de pouco a pouco
Irradiando por
todos os cantos
Penetrando
cada vão
Viajando da
cabeça aos pés
E não passa
nem com o nascer do dia
A cura
existe, eu sei que sim.
Mas se
chega a tempo... isso eu já não sei.
Tempo
perdido
Tempo amigo
Tempo cruel
Tempo sumido
Tempo sumido
Tempo
fudido
De tempo ao
tempo
É o que
todos dizem
Mas também
dizem que amor eterno e finais felizes
Realmente
existem e eu duvido tanto
Duvido
muito
Duvido hoje
mais do que sempre...
Creio ser
amante
De uma dor
sem fim
Creio não
poder ter
O que mais
preciso
O que mais
sonhei um dia poder ter
E a dor que
eu sinto
E a dor que
eu escondo
Explode no
peito
Rasga a
alma de pouco a pouco
Irradiando
por todos os cantos
Penetrando
por cada vão
Viajando da
cabeça aos pés
E não passa
nem com um outro dia
Se me
perguntam o que eu sinto
Eu minto
Não sei
dizer nem explicar
Uma vida a
toa, uma vida assim
Por que nem
por mim
Nem por
ninguém
Eu tento
Não tento
mais
Não quero
mais
Me erguer
do chão
Jogar a
ancora
Ouvir mais
um não
E não tenho
força
E não tenho
saco
Pra mudar
nada, nem tudo
Cegamente
sigo
Um passo a
frente
Mas olhando
atrás
E a dor que
eu sinto
E a dor que
eu escondo
Explode no
peito
Rasga a
alma de pouco a pouco
Irradiando
por todos os cantos
Penetrando
por cada vão
Viajando da
cabeça aos pés
E não passa nem com o raiar
de mais um dia