Pequena e frágil
De cabelos curtos e encaracolados da cor de giz
Suas mãos delicadas pintavam na tela
Uma vida desconhecida, imaginada
Que te intrigava e seduzia.
Rostos e corpos de mulheres
Vividas, sofridas, esquecidas
Pelo mundo que você conhecia
Momentos clandestinos
De cabelos curtos e encaracolados da cor de giz
Suas mãos delicadas pintavam na tela
Uma vida desconhecida, imaginada
Que te intrigava e seduzia.
Rostos e corpos de mulheres
Vividas, sofridas, esquecidas
Pelo mundo que você conhecia
Momentos clandestinos
De vidas que você nao vivia
Cores selvagens, fortes e marcantes
Mulheres cheias, virtuosas, imperfeitas
De beleza comum, vulgar
Beleza perdida, negada
Por todos mas não por você.
E em cada tela um rosto familiar escondido lá no fundo
Assistindo o desfile
Dos seus personagens de bordel.
Eu me lembro bem, como se fosse hoje,
De uma tela que você pintou diferente
Cores suáveis, delicadas, escolhidas a dedo com amor e precisão
Uma pintura de um menino
De um anjo subindo ao céu
Ao encontro de sua tia avó
Esperando de braços abertos.
Esse quadro você nos deu de presente
No dia mais triste da minha juventude
Esse quadro você pintou para mim, para cada um de nós.
Você deu vida a perda
Vôo a esperança
Luz a solidão
Te devolvo agora esse presente
Com a única tela que eu possuo
E nela eu pinto palavras
Que você nunca vai ler
Palavras que sobem ao teu encontro
Palavras que pedem perdão
Você aprendeu a ser você depois de adulta
Eu também
Aprendeu a realizar seus sonhos atropelando o medo e a insegurança
Eu também
A ultima de quatro irmãs
Subindo para o céu agora
O quarteto Moraes Rego Araújo completo
Chorei ontem e chorei hoje
E nunca deixei de te amar
Quando eu chegar me recebe bem
De braços abertos também
Me aperta a mão e aquece o rosto
Seca as minhas lagrimas e enche meu coração
De ternura materna
Porque até então
Só houve dor e perda
Decepção e magoa
Mas os caracóis de giz e as mãos pequenas e frágeis me trarão
Paz e absolvição
Pois na tela da minha vida
Você pintou com as cores mais suaves e mais doces
As cores de Lele
Cores selvagens, fortes e marcantes
Mulheres cheias, virtuosas, imperfeitas
De beleza comum, vulgar
Beleza perdida, negada
Por todos mas não por você.
E em cada tela um rosto familiar escondido lá no fundo
Assistindo o desfile
Dos seus personagens de bordel.
Eu me lembro bem, como se fosse hoje,
De uma tela que você pintou diferente
Cores suáveis, delicadas, escolhidas a dedo com amor e precisão
Uma pintura de um menino
De um anjo subindo ao céu
Ao encontro de sua tia avó
Esperando de braços abertos.
Esse quadro você nos deu de presente
No dia mais triste da minha juventude
Esse quadro você pintou para mim, para cada um de nós.
Você deu vida a perda
Vôo a esperança
Luz a solidão
Te devolvo agora esse presente
Com a única tela que eu possuo
E nela eu pinto palavras
Que você nunca vai ler
Palavras que sobem ao teu encontro
Palavras que pedem perdão
Você aprendeu a ser você depois de adulta
Eu também
Aprendeu a realizar seus sonhos atropelando o medo e a insegurança
Eu também
A ultima de quatro irmãs
Subindo para o céu agora
O quarteto Moraes Rego Araújo completo
Chorei ontem e chorei hoje
E nunca deixei de te amar
Quando eu chegar me recebe bem
De braços abertos também
Me aperta a mão e aquece o rosto
Seca as minhas lagrimas e enche meu coração
De ternura materna
Porque até então
Só houve dor e perda
Decepção e magoa
Mas os caracóis de giz e as mãos pequenas e frágeis me trarão
Paz e absolvição
Pois na tela da minha vida
Você pintou com as cores mais suaves e mais doces
As cores de Lele