Saturday, December 29, 2012

Não Sei Quantas Almas Tenho by Fernando Pessoa


  1. "Não sei quantas almas tenho.
    Cada momento mudei.
    Continuamente me estranho.
    Nunca me vi nem acabei.
    De tanto ser, só tenho alma.
    Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê,
    Quem sente não é quem é,
    Atento ao que sou e vejo,
    ... Torno-me eles e não eu.
    Cada meu sonho ou desejo
    É do que nasce e não meu.
    Sou minha própria paisagem;
    Assisto à minha passagem,
    Diverso, móbil e só,
    Não sei sentir-me onde estou.
    Por isso, alheio, vou lendo
    Como páginas, meu ser.
    O que sogue não prevendo,
    O que passou a esquecer.
    Noto à margem do que li
    O que julguei que senti.
    Releio e digo: "Fui eu ?"
    Deus sabe, porque o escreveu."

    - Fernando Pessoa

Thursday, December 27, 2012

O Espaço Entre Você e Eu

Há tanto que eu queria te dizer
Preencher com palavras o espaço entre você e eu
Usa-las para te laçar
E te trazer de volta para perto de mim
Mas eu tenho que respeitar
Essa distância que você criou
Essa distância que cresce com cada minuto da sua ausência
E agora é preenchida por medos e demônios que eu não conheço e não entendo
Porque você não confiou e nunca me contou sobre nenhum deles
Tenho tanta saudade do seu rosto
De você olhando para mim
Com o mesmo olhar que só meu pai um dia me olhou
Da sua voz me dizendo sim
Do seu corpo apertado contra o meu
Dos seu lábios explorando a minha boca e sua língua procurando ansiosamente pela a minha
Da sua mão segurando firme na minha mão
Da sua mão entre as minhas pernas
Da sua mão dentro de mim
Quero sua mão e você todo
Dentro de mim de novo
Quero olhar nos seu olhos mais uma vez no momento mais louco e falar o seu nome
Quero sentir o seu rosto descansando nos meus seios antes de dormir
Quero ouvir o seu ronco e sussurrar baixinho, "Que lindo"
Mas as minhas palavras já não te alcançam mais
Esse espaço cresceu rápido demais
E elas se perdem no enorme vazio da distância entre você e eu
Há tanto que eu queria te dizer
Te contar ainda sobre mim
Deixar você me descobrir aos poucos,
Sem pressa e com paciencia
Me revelar
Mas agora você nunca vai saber ou entender
Nunca vai ouvir tudo o que eu tenho para te dizer
Preciso criar coragem então e queimar essas palavras mais uma vez
Jogar suas cinzas aos quatro ventos
Porque hoje elas só servem para me lembrar
Do que já não posso um dia ter

Monday, December 17, 2012

Mereço

Eu mereço
Mereço muito
Mereço tudo
Mereço o mundo e o céu também
Eu me conheço
Não tenho dúvida sobre o que eu sei de mim
Não tenho medo de me revelar
De explorar cada polegada do meu ser
De mostrar quem eu sou a qualquer um
De ficar nua, exposta, vulnerável
De falar sempre a minha verdade
E nunca contamina-lá com um pingo de falsidade alheia.
Vivo para sentir demais 

Intensamente
Completamente
Para amar fielmente mas não cegamente
Arriscar
Acreditar
Lutar
Conquistar
As vezes gosto de me perder
Só para poder me achar depois.
Não me escondo atrás de medos
Levo-os pela mão junto comigo
Pelos caminhos que eu escolho
Caminhos que percorro até o fim
E quando chego ao fim, ainda ando mais um pouco adiante só para ter certeza que ali é mesmo o fim.
Quando n
ão gosto digo bem alto
Quando n
ão quero falo, berro.
N
ão perco tempo fingindo
Fingimento enruga a alma e seca o espirito.
O sofrimento não me da prazer
Mas prefiro sofrer do que não sentir.
Não fujo nunca de um inicio
Não dou as costas a um talvez
Não fecho a porta na cara de uma desculpa.
Se me arrependo
Não
é por falta de tentar.
Tenho fome de saber
Tenho sede de errar.
Guarda para você então o que não é verdadeiro
E me da somente o que é real e transparente.
Eu sei o que eu quero
O que eu desejo a casa instante e a cada momento
Quero o complicado
Quero o suado
Quero o bagunçado
Quero o mais difícil porque é o que mais vale a pena
Quero tudo e tudo inteiro.
Enquanto o passado me alucina
Anseio loucamente pelo futuro.
As pessoas que eu amo
São as mais amadas
As marcas que eu deixo
Não serão nunca facilmente apagadas
Eu me conheço
Como eu fui
Como eu sou
Como eu serei
Eu mereço
Mereço muito
Mereço tudo
Mereço o mundo e
o céu também

Sunday, December 16, 2012

Felipe

Happy Birthday Luis Felipe "Pipe"
I loved you before I ever met you
So I choose to remember the beginning and not the end
I remember watching the nurse as she placed your tiny foot print on your birth certificate
I remember changing diapers
I remember taking you to the pool and swimming with you
I remember how your eyes matched the color of the water
I remember washing your hair and making sure none of the shampoo got in your eyes
I remember running after you
Always running after you because you never stood still for more then a second
I remember feeding you and eating the leftovers
I remember playing
I remember laughing with you so much my belly hurt
I remember sleeping next to you in my bed at night
I remember staying awake just to watch you sleep and putting my finger under your nose to make sure you were breathing
I remember how you filled our lives with happiness for those short five years
Those are the moments I choose to remember
I choose to remember you as you are in this picture
Happy, healthy, smiling
I love you today as much as then
As much as ever
And all the way right through my forever
I miss not knowing the beautiful and kind man you would have become...
Time is suppose to heal all wounds but some wounds are not meant to heal
Some wounds are meant to remind us of how much we once had
I know now that losing the people you love is part of life
It's the price we pay for loving and being loved
And it's a bargain
I'll take the unimaginable and all consuming pain any day over never having had you in my life at all
I'll take the memories over the emptiness of never having had you wrap your arms around my neck and squeeze me tight
Feeling your heartbeat pressed against my chest
Kissing your soft cheeks and wiping your tears away
So I choose to carry this wound proudly with me now for all to see
I'm sorry I didn't realize this sooner
I'm sorry I hid from it for so long
I'm sorry I was so afraid
Rest in peace my Little Prince
I hope your feet are no longer cold

Friday, December 14, 2012

Vinte Crianças

Vidas perdidas
Vidas roubadas
Vidas agora jamais vividas
Dor gerando mais e maior dor
Demônios semeando apenas o rancor
Vinte crianças eternamente lembradas
Como anjos subindo para o céu de mãos dadas
Zelando por nós até a nossa hora final
Acenda uma vela
Derrame uma lágrima
Pelos risos abafados
Passos apagados
Futuros negados
Anos que não virão
Põe o coração de luto
E espalhe rosas pelo chão
Tampe as janelas para não deixar entrar o sol
Suspenda o Natal
Diz para o Ano Novo voltar depois
Agora só se celebra a angustia sem fim
A amargura imensurável de não entender o porque
Silencia a música
Esvazia os templos
Diz para a noite não trazer o dia
Pois a esperança hoje também se foi
Come essas vinte crianças perdidas

Thursday, December 13, 2012

Healing

Sometimes it is okay to let people heal you. It doesn't mean you're weak. It means you're strong enough to know you can't do it alone.

Wednesday, December 12, 2012

Bruna

Olha esse rosto meu Deus!
Essas bochechas gostosas
Esse sorriso gigante!
Você traz com você a alegria de viver
Alegria que só uma criança possui
Pura
Intocada
Perfeita
Mais uma geração da família Franco
Mais uma geração de mulheres
Belas, fortes, insanas, decididas e teimosas
Você herda os acertos de todas nós
A nossa experiência de vida
Por melhor ou pior que seja
Ela agora é seu direito de sangue
Aprenda com nossos erros
E depois por favor jogue os no lixo
Sem dó e sem pena
Porque erros só servem de lição
Herda também as cabeçadas, burradas e conquistas a troncos e barrancos
Dessas você copia a fórmula mas não o resultado
O resultado seu vai ser único e só seu
E muito melhor do que o de nós todas somados juntos
Herda também as vitórias
E dessas você leva o orgulho
E o conforto de saber que elas são possíveis e atingíveis
Guarda-as na memória como inspiração
Como combustível para os seus sonhos
E sonhe sempre
E sonho alto
E sonhe muito!
Herda por último o nosso amor
Dele você utiliza cada molécula
Respira como se fosse ar
Se enrola nele como um cobertor
Usa como travesseiro pra embalar seu sono
Carrega como escudo contra esse mundo doido
E planta como semente para colher dele sempre em dobro
Bruna querida
Ainda nem te conheço mas já te amo tanto que meu coração não agüenta esperar te ver pela primeira vez
Filha da Fofalinda
Seu presente para mim é a esperança de um futuro
Que eu não sei se posso um dia ter
E o reflexo do seu bisavô e seu tio que eu vejo brilhando por todo o seu ser
Carrega com você o nosso nome
E carrega ele bem
Sempre de cabeça erguida
Porque agora é a sua vez de viver
Viva muito sempre
Sem freios e sem reservas
Deixe o medo passar por você
Como uma onda quando mergulha no mar
Leve-o pela mão
Mas nunca deixe que ele te domine
Isso se chama coragem
Tente tudo e não se arrependa de nada
Porque nessa vida, a gente só se arrepende do que não faz
E ame desesperadamente
Por onde você for, leva com você o nosso nome
Porque enquanto você vive
Ele também vive em você

By Courtney A. Walsh. I wish I could tattoo it on my skin somehow!

"Dear Human: You've got it all wrong. You didn't come here to master unconditional love. That is where you came from and where you'll return. You came here to learn personal love. Universal love. Messy love. Sweaty love. Crazy love. Broken love. Whole love. Infused with divinity. Lived through the grace of stumbling. Demonstrated through the beauty of messing up. Often. You didn't come here to ......be perfect. You already are. You came here to be gorgeously human. Flawed and fabulous. And then to rise again into remembering. But unconditional love? Stop telling that story. Love, in truth, doesn't need ANY other adjectives. It doesn't require modifiers. It doesn't require the condition of perfection. It only asks that you show up. And do your best. That you stay present and feel fully. That you shine and fly and laugh and cry and hurt and heal and fall and get back up and play and work and live and die as YOU. It's enough. It's Plenty."

Forgiveness

Forgiveness is not forgetting. Forgiveness is feeling differently about what you remember.

Monday, December 10, 2012

Sem Você

A rosa treme
O mar chora lágrimas salgadas
Os dedos gelados fogem do calor
O rouxinol sangra cantando sua ultima opera

E sem você
O mundo se esquece de girar

Sétimo Dia

Não me lembro de todos os detalhes
Do sétimo dia
Me lembro da igreja lotada com aqueles que vieram dizer seu último adeus
De uma mão quente na minha
Uma voz carinhosa perguntando
Voce est
á bem Dinda?
O suor escorrendo pelo rosto
Nuca
Costas
Nadegas
Duas mãos tão quentes quanto as minhas enxugando as gotas salgadas da minha testa
Como um lenço improvisado
Relíquia passada de geração em geração
Do sermão eu não me lembro nenhuma palavra
Porque enquanto o homem de Deus rezava no altar
Era outra voz que eu ouvia
Uma voz forte, firme, suave
Companheira
Uma voz que recitava poesias com tanta emoção que me fazia chorar
Que lia mitologia grega em vez de contos de fada
Que cantava canções de ninar
Uma voz que nunca me abandonou
Nem no sétimo dia
Essa voz eu ouço até hoje
Nas horas mais difíceis
E nos momentos mais felizes
Essa voz caminha comigo como uma sombra sempre ao meu lado
Sussurra baixinho,
Segue em frente meu amor
Nao olha pra trás, esquece a dor!
Tudo vai ficar bem
O seu destino está perto
É só dobrar a esquina
Voce não o vê ainda
Mas ele existe
E vem como um trem bala na sua direção
Ele traz a luz
Além da escuridão
E vai iluminar teu rosto
Como voce iluminou a minha vida
Agora descansa e fica tranqüila
Porque eu vou na frente
Iluminando o teu caminho
Hoje e sempre

Dividida

Dividida entre dois lugares
Perdida entre dois mundos
Com um pé firme na terra
E outro balançando no ar
Sonho meu
Sonho teu
Percorre a distancia
E me trás pra junto de ti
Junto daqueles que eu amo de longe
Porque mesmo de longe
Aquarela do Brasil
Batuca no meu sangue
E Iemanja suspira saudosa
Mas no primeiro dia do novo ano
Eu beijo sua face
E lhe ofereço
Meu maior tesouro
Minha fé
Fé no seu poder de mulher mãe
De mais uma vez me recriar inteira
E com pés molhados
Lhe entrego rosas brancas
Que ela planta feliz nos cabelos negros
Adeus querida divina
Cuida bem dos meus amados
Confio em ti
Como confio no oceano que é teu lar
Dividida eu chego
Mas inteira eu parto
Com um pé firme na terra
E outro esperando sempre voltar

Palavras

Me disseram uma vez que eu não era suficiente
Que se não fosse perfeita por fora
Ninguém jamais me amaria por dentro
Essas palavras eu escutei
Com olhos inundados e orelhas sangrando
E guardei dentro do peito debaixo de sete chaves
Enterrei fundo num buraco escuro da mente
Mas mesmo escondidas, enterradas, trancadas
Elas me perseguem e assombram como fantasmas no meio da noite
E as escuto então de novo como que pela primeira vez
Altas, nítidas e feias
Essas palavras ditas as pressas e sem pensar, sem querer, sem malícia
Ocupam todos os espaços vazios
E destroem a semente
De um amanhã que poderia ser talvez diferente
E no hoje estragado é o coração que sangra
E a alma imprisionada numa torre tão alta que nem as tranças de Rapunzel a podem libertar
Assiste de camarote o desfecho de uma vida desperdiçada
Berra sem que ninguém a escute
"Foge coração ferido!
Se liberta ou me deixa morrer então!"
Mas o coração bate fraco dentro desse peito
Onde as palavras trancadas a sete chaves reinam donas do mundo e senhoras de si
A alma então cansada perde a voz e
Chora pelas escolhas mal escolhidas
Pela vida quase não vivida
Pela tristeza de saber que não há palavra alguma dita ontem, hoje ou amanhã
Que possa agora quebrar esse feitiço
Nenhum gesto, nenhuma promessa, nenhum olhar
Nem um circulo de ouro no dedo da mão esquerda
Podem mudar o rumo desse amanhã perdido
Porque as palavras que uma mãe diz para a filha
Jamais podem por ela serem esquecidas

Nada Mudou

Nada mudou
Nada é diferente
Mas mesmo tudo sendo o mesmo
O mesmo, não é o mesmo de sempre
Ele abre os olhos, vê
Corre, foge, se corrigi
Aprende, fica adulto
Suspeita, esquece, perdoa
Cai e se machuca
Se levanta e cai de novo
Se caleja a cada queda
De dentro pra fora e de fora pra dentro
Esquece, perdoa
Rapido e sem m
ágoa
Se entrega ao prazer
E se mutila sem querer
No espelho o rosto é o mesmo
As mesmas vozes ouvidas com o timbre de tempos atr
ás
Mas a solidão e a paixão
Mudam a razão e o destino
O coração anseia com aquela sede conhecida, demente, louca, dolorida
E a cabeça se entrega com uma mentira mal feita e o toque de uma mão vivida
O peito treme com o mesmo sussurro doce
A língua desperta, dança na boca alheia e sufoca o choro
O mesmo choro manso
O mesmo choro santo
Choro de quem reconhece o erro antes mesmo de errar
Nos lábios o fervor trás
O que na garganta a alma só suspira
E o passado se torna presente mais uma vez

Debaixo do mesmo luar
Nada mudou
Nada é diferente
Mas a pessoa traída
Trai a sua própria ferida
Tentando um dia achar
A razão de sofrer o mesmo sofrimento
Que é o amar

Um Minuto Antes

Quero parar o relógio um minuto antes
Um minuto antes da ultima despedida
Do ultimo olhar
Do ultimo suspiro
Do ultimo beijo
Quero enterrar meu rosto no seu peito macio e nunca acordar
Minha Branca de Neve
Minha doce criança
Que me ensinou o que é a ternura de gostar
Descansa agora seu corpo fraco no meu
Eu estou aqui
Voce não esta sozinha
Nunca, jamais, para sempre
Te procuro nas estrelas
Mas te encontro dentro de mim
Meu relógio parou um minuto antes de eu te perder

Areia de São Luís

Areia de São Luís
Areia do Maranhão
Onde noutra vida meu pai brincou
Areia fina, leve, quente e tupiniquim
Te peguei com a mão
Te amassei com o pé
E me apaixonei com a alma e com o coração
Te trouxe comigo, escondidinha dentro de mim

Adormecida e segura numa bolha ventre embaixo do pé
Você vem de longe pois te roubei da praia e São Marcos derramou uma lágrima quando te viu partir
Agora a saudade bate
Olho pra ti, pra tua cor amarelada
E me sinto em casa
Na casa que é esse Nordeste imenso
Na casa de praia de lembranças doces
E vozes animadas
De gente boa, alegre e feliz
E piadas mil que ecoam na minha mente e me fazem chorar de tanto rir
Areia de São Luís
Areia do Maranhão
Te vejo escapando cada dia um pouco lentamente voltando para o ventre mãe
Tento te segurar
Te prender com as mãos
Mas escapas pelos vãos dos dedos como criança que corre para casa na hora do jantar
Volta ti agora que eu volto logo
Diz a São Marcos pra secar as lagrimas
Diz ao Nordeste que eu também virei!

Sunday, December 9, 2012

Gosta de Mim

Você gosta de mim eu sei
Mas não o suficiente
Você gosta de mim um pouco
Mas não para sempre
Para sempre é até o final e mais ainda
É na verdade muito
Tanto que chega a ser até demais
Mas perdida na teia de ilusão da minha mente
Eu acredito que um pouco basta
Que chega para me fazer feliz
E quando eu aceito esse mínimo que você pode dar
Eu me destruo lentamente e devagar
Sabendo que o meu mínimo é muito muito mais
A noite chega cavalgando com pressa e empurrando o dia
E na claridade da manhã
Eu enxergo bem o meu erro
Eu entendo que para mim pouco é a mesma coisa que nada
E nada é muito menos do que eu preciso
Migalhas não me alimentam
Só fazem a fome crescer cada vez mais

A decisão se torna então fácil e simples
Porque eu gosto de você muito mais do você gosta de mim
E n
ão há pior destino
Pior tortura ou pior prisão
Do que amar mais do que se é amado