Para que tanta pressa?
Para que tanta pressa de chegar ao final?
De terminar sem prestar atenção a cada pequeno passo pelo caminho
De caminhar antes de mesmo engatinhar
Pressa de ser perfeito, adulto, completo
De por o fim numa jornada nem bem começada
De dizer adeus a alguém que ainda ama
De amar outro quando aquele que já ama continua sozinho
De parar de sofrer antes de compreender a razão da dor
De querer aquilo antes de apreciar isto
De crescer e crescer até a cabeça alcançar as nuvens
De se afogar quando ainda há tanto ar para respirar
De se aposentar quando o espirito ainda é jovem e aventureiro
De parar de entender quando esta cercado por enigmas gigantes
De não sentir quando sentindo é que vivemos uma vida bem vivida
De olhos abertos, atentos e tranqüilos
Sem pressa alguma de fazer nada a não ser sentir cada dia um pouco mais intensamente
Tuesday, September 24, 2013
Wednesday, September 18, 2013
Certeza
A certeza da incerteza e a única certeza que eu tenho
Possuo fé no que eu duvido
Acho paz na insegurança
Triunfo no desconhecido
Me protejo do já determinado
Fujo de tudo que é esperado
De mim e dos outros
Então me surpreenda!
Me desequilibre!
Me atropele para que eu não deixe de te perceber, de te enxergar!
Se o coração não pula nem bate forte
Se a respiração não falha
E os joelhos não vacilam
O pulso não acelera e o suor não começa a molhar as palmas da mão
Não quero não
Passo em frente
Dou a volta
Pulo por cima
Porque nada, nadinha na vida se compara com o inesperado
Com a surpresa do mero acaso
Com a sabedoria de que no final das contas
Nada se sabe
Mas tudo se sente
Possuo fé no que eu duvido
Acho paz na insegurança
Triunfo no desconhecido
Me protejo do já determinado
Fujo de tudo que é esperado
De mim e dos outros
Então me surpreenda!
Me desequilibre!
Me atropele para que eu não deixe de te perceber, de te enxergar!
Se o coração não pula nem bate forte
Se a respiração não falha
E os joelhos não vacilam
O pulso não acelera e o suor não começa a molhar as palmas da mão
Não quero não
Passo em frente
Dou a volta
Pulo por cima
Porque nada, nadinha na vida se compara com o inesperado
Com a surpresa do mero acaso
Com a sabedoria de que no final das contas
Nada se sabe
Mas tudo se sente
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